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domingo, 8 de maio de 2011

MGMT, Queima das Fitas e espírito académico




A queima do Porto tem vindo a fazer um esforço para se destacar de outro tipo de festas académicas. No ano passado com Crystal Castles e Franz Ferdinand e este ano com MGMT. Já está a adquirir o estatuto de “queima indie” e com mérito. O ano passado aprendi a lição ao chegar em cima da hora para o concerto de Franz Ferdinad e ao ter que ficar lá atrás de tudo. Então este ano decidi ir bastante cedo e ver o recinto do queimódromo a abrir as portas – coisa a que nunca tinha assistido na vida. Vale a pena! Quando se é fã e se vai pela banda porque tive a oportunidade de ficar logo entre a primeira e a segunda fila em frente ao palco com toda a qualidade de visualização que isso envolve. 




Então, sendo este um concerto que eu queria muito ver, fiquei algo apreensiva por ser numa queima na medida em que já se sabe que nas queimas se encontra todo o tipo de pessoas (de pessoas estudantes mas ainda assim pessoas – e não, eu não acho que por sermos todos estudantes somos todos iguais…) e assim foi confirmado. Á porta do recinto faziam fila emos, gente do metal e até algumas miudinhas e miuditos já bêbados ainda mal o recinto tinha aberto. Portanto, foi logo de se andar para ali a contornar vómitos. Interessante de se verificar que algumas pessoas confundem música emo com música indie, era só reparar nos miúdos com o cabelinho escorrido, parcialmente pintado e com t-shirts dos “paramore”. Sou uma pessoa calorosa e comunicativa, como qualquer nortenho que se preze e não sou o tipo de pessoa de estar a olhar para toda a gente à minha volta com um ar snob (vamos deixar isso para pessoal que fala português catedrático) mas não haveria outra forma de transmitir a minha experiência.
Adiante, lá fiquei a fazer tempo a ver os X-wife à espera dos MGMT. Não conhecia x-wife. Achei piada a uma ou outra característica pós-punk da banda e do ritmo mas achei as músicas no geral algo entediantes. Voltam os roadies e finalmente os MGMT entram em palco.


Como estava muito próxima do palco consegui captar todas as expressões dos músicos. Abrem com a The Youth. The youth!! Abrir um concerto numa queima com the youth!!! Bem… que escândalo! Pensei que eles se iam adaptar ao espírito quim-barreirista vigente e fazer uma coisa com mais consciência de que aquilo é um festival para estudantes com uma propensão para a cirrose acima do que deveria ser permitido. Mas não! Estavam-se a borrifar! Era ouvir os metalheads “mas a gente vai fazer moche, não?” e uma miúda com uma cartola azul a dizer “então se em Quim Barreiros fizemos moche porque é que não havemos de fazer em gê éme tê?” Ahhh! Moche em MGMT? Mas que tipo de acéfalos ignorantes querem fazer moche em MGMT?
Vamos lá a ver, não é porque são estudantes que têm que ir a todos os dias da queima e, sobretudo, não têm que vir ver os concertos. Se ouvem a “of moons, birds & monsters” em casa e aquilo vos soa bizarro, estranho e incompreensível, deixem-me dar-vos uma dica: não apareçam no concerto! Vão embebedar-se ao som de Shakira para a barraquinha mais próxima. É este o grande problema de se querer algum vanguardismo, é que a própria organização ultrapassa a clientela comum.


Mas claramente, o Andrew VanWyngarden sabia o que estava a fazer. A introspectiva e profunda youth como música de abertura foi entoada com uma falta de comunicação terrível. Excessiva até. Entraram na defensiva e nem sequer deram à audiência o benefício da dúvida.
Primeiro que o vocalista lançasse um olhar para a plateia foi preciso terem passado já umas quatro ou cinco músicas. Alguém lhes deve ter dito que éramos todos fãs do Quim Barreiros, só pode! Aproveitando a ocasião para os deixar a par de todo o tipo de metáforas e alegorias sexuais que se podem fazer com a comida e explicando que bacalhau é um prato típico muito bom que deveriam provar. Bom, enfim, eu estou a dar um cenário muito negro da audiência. O que não é justo porque claramente havia muitos fãs. Havia muita gente que só tinha ouvido a “Kids” mas havia muita gente, pelo menos à minha beira, nas primeiras filas, que conhecia muito bem o trabalho da banda. Havia muitas raparigas – coisa que em Franz Ferdinand o ano passado não era tão visível – eu estou sempre muito atenta às questões de género, como se sabe.
O que é certo é que achei este concerto delicioso precisamente por causa de ser anti-festivo, anti-académico e por conseguir reunir toda a gente que se sente como eu, ou seja, a audiência deste concerto é a melhor representação estudantil que eu poderia ter. Mas se formos à essência da questão, é normal que assim o seja. Estamos a convidar bandas de uma tremenda originalidade quando o espírito académico se define pela condensação da originalidade, pela uniformização, pelo consumo das individualidades tornando-nos a todos mais do mesmo, jovens com trajes que gostam de perpetuar “tradições”… só que bêbados, o que torna tudo muito mais irreverente! Não, mas francamente, o espírito académico não precisa de ser isso (agora ocorreu-me um slogan do PSD, mas vou já benzer-me para me expurgar) e é a trazer o espírito de “the youth”, “the handshake” e da “electric feel” que podemos demonstrar uma alternativa.




Os artistas perceberam que até não éramos assim tão ignaros quando no encore os chamámos a gritar pelo nome da banda e a entoar partes das músicas e foi assim que roubámos uns sorrisos adoráveis ao teclista e ao vocalista – ok, os sorrisos já tinham surgido na Kids quando se aperceberam que, pelo menos, toda a gente sabia cantar aquela. Estão a ver, os portugueses até são boa gente e nem todos são parolos! Pessoas falaram da sua convivência com os artistas depois do concerto em barraquinhas do recinto. Só as posso invejar porque a mim o dever chamava-me no dia seguinte – já não estou na fase do estudo, para que conste. De qualquer forma, achei uma noite fabulosa. O som podia ser melhor, o pessoal do moche poderia ter ficado quietinho que tinha feito melhor figura e os artistas escusavam de estar tanto na defensiva mas deste espírito académico que envolve partilhar o prazer de ver um bom concerto de uma banda de qualidade eu posso dizer que é um espírito no qual eu me revejo.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Dirty dirty

Há músicas assim que de tão histericamente más fazem com que eu não consiga não gostar... sim, é mais ou menos este sentimento enviesado. Acontece-me com a Kesha assim como com a Lady G e por aí adiante (já se está a perceber o nível)...



Gosto do início no carro e aquela parte da música em que ele diz "tell the world what I believe", é a única parte da música em que não se fala de fotos porcas e realmente dá ali aquele toque poético e profundo completamente despropositado que torna esta música tão fabulosa.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

The Dixie Boys

Ontem, no Pede Salsa em SJM, esta banda de rockabilly do Porto criou um ambiente excelente. 


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Anaquim

A onda revivalista e tradicionalista das bandas portuguesas ultimamente é bastante agradável. Sei que não é propriamente “de agora” – se pensarmos em Madredeus, por exemplo – mas nos últimos anos tem surgido com mais vitalidade. Gosto deste estilo embora o meu músico português favorito  seja o Manel Cruz (Ornatos Violeta, Pluto, Supernada, Foge Foge Bandido) e ele não tem muito a ver com esta tendência.  Mas agrada-me ver assim identidade nacional, passado e modernidade ao mesmo tempo. Porque será isto? Provavelmente porque qualquer perspectiva de futuro parece assustadora para esta geração. Parecemos estar no limite de alguma coisa, perto de um colapso e mete medo olhar para fora das raízes e para outro sítio menos confortável que o passado. Ou isso ou então porque apenas soa bem, não sei. Também de realçar o ambiente esquerdista destas bandas. Esta onda que começou com Amália Hoje e Deolinda passando por bandas como Dead Combo ou A Naifa. Mariza, claro, também representante desta tendência mas não em formato de banda no seu sentido mais pop. A última banda que conheci deste género, Anaquim, tive oportunidade de ver ao vivo na semana passada na recepção ao caloiro em Guimarães. A Diana tinha-me resumido o estilo deles por “pimba alternativo” e este rótulo mereceu todo o meu interesse. Pimba alternativo. Compreende-se quando se ouve. Os ritmos típicos com temas criativos e letras sarcásticas mas divertidas. Ok, em alguns momentos a voz do vocalista José Rebola tem um quê de Zeca Afonso e não admira já que no concerto não perdeu a oportunidade de entoar “A morte saiu à rua ”. O sintetizador que fazia a voz da Ana Bacalhau era tipo...? Não sei como é que fazem aquilo. Enfim, uns temas mais românticos, outros mais satíricos com a tal batida típica do folclore tradicional e da música popular. Um conceito com pernas para andar, resta saber se se vão afastar um bocadinho da batida para dar continuidade à criatividade. É sempre difícil apreciar bandas em festividades académicas porque volta a meia ter que se desviar da euforia das pessoas – por "pessoas" entendamos "bêbados" (e maioritariamente na puberdade) – é um bocado incómodo. Mas, enfim, valeu bem mais a pena do que o Pedro Abrunhosa e a sua megalomania revolucionária ou lá o que é o que homem estava a tentar fazer quando nos pedia para sermos contra a corrupção (?). Aqui fica então o videoclip do primeiro single dos Anaquim, “As vidas dos outros”:



quinta-feira, 13 de maio de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Dr. StrangeGaga








 Lady Gaga no clip "Papparazi" numa clara referência ao clássico satírico de Kubrick, Dr. Strangelove. É por estas e por outras que a Lady Gaga é o meu guilty pleasure. lol Gosto desta faceta irónica e acho que ela a devia explorar mais.

domingo, 27 de setembro de 2009

Metric

Sick Muse, Fantasies



Fantasies is the fourth album released by the Canadian indie rock band Metric. It was released on April 7, 2009. In the U.S. it debuted at #1 on Billboard's Top Heatseekers, and peaked at #76 on the Billboard 200. In Canada it debuted at #8 on the Canadian Albums Chart and peaked at #6. In Australia, the album debuted at #48.


"Help I'm Alive" – 4:46 (Emily Haines)
"Sick Muse" - 4:17 (Emily Haines)
"Satellite Mind" - 3:42
"Twilight Galaxy" - 4:53
"Gold Guns Girls" - 4:05
"Gimme Sympathy" – 3:54
"Collect Call" - 4:46
"Front Row" - 3:34
"Blindness" - 4:26
"Stadium Love" - 4:13


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Au Revoir Simone & Arctic Monkeys

@http://www.fnac.pt/


Erika, Annie e Heather, as Au Revoir Simone, que actuam dia 5 de Outubro na Aula Magna em apresentação do terceiro disco de originais, "Still Night, Still Light". Com uma conjugação única de electrónica, indie e pop, complementada com vozes angelicais, as Au Revoir Simone granjearam desde o início o reconhecimento do público e da crítica, onde se incluem alguns ilustres como David Lynch. Sad Song




Os ingleses que tomaram o mundo de assalto em 2006 com o álbum de estreia, “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”, vêm agora apresentar o terceiro longa-duração, “Humbug”, editado hoje (24 de Agosto). A produção do álbum ficou a cargo de Josh Homme (Queens of the Stone Age) e James Ford (Simian Mobile Disco), e conta com a colaboração de Alison Mosshart dos Kills.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

The Wombats




Se isto não é uma das coisas mais sublimes e maravilhosas dos últimos tempos estou com graves problemas de percepção...mas como a minha percepção até anda bastante bem..... hum...

sábado, 8 de agosto de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009

Absent Elk

Absent Elk – Poker Face (Lady Gaga Cover)

sábado, 9 de maio de 2009

Just Dance

Is it strange when a music reminds me the past, even if this past was like, four months ago?

terça-feira, 28 de abril de 2009

China found a solution for pollution, huh?



....and it is something like "look at Lee Hom and and forget environment problems" :)

世界是舞台yo yo... lol

quarta-feira, 22 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

641乐队 - rock@天津


Não é que eu seja uma particular apreciadora de Death Metal mas se este rapaz repara em mim do palco durante o concerto e ainda me vem dar bolo de aniversário no final do espectáculo com um sorriso mais cute do que o de um membro dos Super Júnior (não, não é uma prática comum os concertos de metal na China terem bolo, é só que um dos membros da banda fazia anos ;P)... Ok, eu então nesse caso eu passo a gostar de Death Metal e também das músicas melosas do projecto romântico que eles se lembraram de fazer...

Actually, I'm enjoying my lao wai sex appeal! ;_; I don't want to go back to my country...

E a nível de produção músical em Tianjin não se pode dizer que haja melhor, portanto vamos prestar a estes jovens o devido respeito...



+álbum no facebook com fotos do concerto de sábado

+ouvir algumas músicas aqui

sábado, 28 de março de 2009