quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sentido de voto para a próxima semana

O PSD adia o sentido de voto para a semana, algo que já tem repercussões a nível dos mercados financeiros internacionais. Porque é que o PSD decide agora descartar-se das responsabilidades neste orçamento? Porque prevê a sua tomada do poder em breve, uma vez que se acredita generalizadamente que ocorrerão eleições antecipadas por um motivo ou outro. Para mais, o PSD pega em aspectos que condicionam os compromissos orçamentais para 2011 e alega que as posições do governo são irredutibilidades. Não se compreende porque é o que o PSD não recorre à habitual hipocrisia da abstenção que é uma forma de viabilizar meio de lado e não totalmente de frente de maneira a ter depois uma escapatória argumentativa por prevenção em futuras situações de poder. Chumbado o orçamento de estado, as probabilidades de chegar ao poder com mais rapidez aumentam, já que começar tudo do início para uma nova proposta não deixa de ser um processo lento e descontínuo que não agradará de qualquer forma aos mercados financeiros.  Depois teremos ou governos provisórios ou governos de salvação até eleições legítimas. Mas é para isto que se constituem os partidos em Portugal, para uma luta desenfreada por poder, sem nenhum construtivismo?  Se só se pode governar com maiorias absolutas, não valia a pena haver eleições.

3 comentários:

D disse...

Bonito, este post. Interessante como superfície que abre o apetite a uma reflexão mais demorada. Sobretudo a ideia que vaga por aí do que «deve ser a poesia hoje, e qual a necessária autoralidade» para, porventura, e nunca apenas.

SFC disse...

Olha o Diogo! Grande zoo, esse que para aí vai!

Zaratustra disse...

Tudo isto não passa de uma farsa para passar um orçamento que não ataca no essencial, que são as despesas absurdas e faraónicas em obras públicas que o nosso Estado NÃO TEM capacidade para pagar e Institutos que só servem para colocar os "boys", tios e enteados do PS/PSD à custa dos nossos impostos, hipotecando o futuro das próximas gerações.

Da minha parte, não é só este governo, mas este regime já deu o que tinha a dar.

Parabéns pelo post, Sara!

Beijos!