terça-feira, 8 de janeiro de 2008

I'm a cyborg but that's ok


Cha Yeong-gun (Im), uma jovem mentalmente perturbada, é internada numa instituição psiquiátrica depois de uma aparente tentativa de suicídio. Yeong-gun recusa alimentos porque acredita ser uma ciborgue, capaz de se tornar uma máquina de morte (se, ao menos, conseguir recarregar as baterias) e de conversar com luzes fluorescentes e máquinas de café. Quando o tratamento psiquiátrico não produz resultados e o seu organismo rejeita a alimentação forçada, Park Il-sun (Jeong), um paciente que se afirma capaz de roubar traços de personalidade alheios, tenta convencê-la a comer, utilizando argumentos compatíveis com o seu estado metal.



Porquê? Porquê tantas apreciações fechadas em relação a este filme fantástico? Está bem, não se incide na temática negra e tétrica que mediatizou Chan-Wook Park como o realizador de excelência que é, mas é uma filme fabuloso a vários níveis. Quer dizer, tem uma composição aberta e abstracta que de resto parece ser tão bem aceite quando provém de directores que já têm o rótulo de avant-garde na testa, mas que é criticada quando provém de autores que parecem já ter dado o roteiro de leitura unilateral dos seus filmes. Mas isto aconteceu na triologia do desespero de Wook Park simplesmente porque ele é um realizador conceptual que seguiu uma linhagem quase clássica de tragédia em todos esses filmes, isso não significa que não seja passível de nos dar algo com outro tipo de pluralidade de hipóteses (não desmerecendo em nada triologia, longe de mim...). Acho ainda que os actores estão absolutamente fantásticos dentro do seu delírio interpretativo, tanto a incrível Su-jeong Lim como o poderosíssimo Park Il-sun (Bi Rain) melhor dirigido do que nunca. E já que estamos a falar do Bi Rain, deixo-vos com esta preciosidade do marketing coreano! (também é daquelas coisas que eu ia ter que pôr no blog mais cedo ou mais tarde...)



...안녕히 가세요!

2 comentários:

flavy disse...

chinês, marketing chinês xD

annabel lee disse...

er... isso não é propriamente a coisa mais relevante do mundo... >_<... mas está bem, está bem!...