domingo, 27 de setembro de 2009

Metric

Sick Muse, Fantasies



Fantasies is the fourth album released by the Canadian indie rock band Metric. It was released on April 7, 2009. In the U.S. it debuted at #1 on Billboard's Top Heatseekers, and peaked at #76 on the Billboard 200. In Canada it debuted at #8 on the Canadian Albums Chart and peaked at #6. In Australia, the album debuted at #48.


"Help I'm Alive" – 4:46 (Emily Haines)
"Sick Muse" - 4:17 (Emily Haines)
"Satellite Mind" - 3:42
"Twilight Galaxy" - 4:53
"Gold Guns Girls" - 4:05
"Gimme Sympathy" – 3:54
"Collect Call" - 4:46
"Front Row" - 3:34
"Blindness" - 4:26
"Stadium Love" - 4:13


sábado, 26 de setembro de 2009

"Eu não comento política..."




Manuela Ferreira Leite disse uma vez que foi a pressão que a fez candidatar-se a líder do partido e futura pretendente a primeira-ministra, ou seja, que não foi ela deliberadamente que teve vontade de o fazer. Ora bem, isso nota-se. Esta foi a pior campanha política do PSD desde que me recordo de assistir a campanhas políticas e, acreditando no meu conhecimento histórico, possivelmente desde sempre. Sejamos coerentes, a mulher não tem “jeito”, vá. Não sabe comunicar, acaba por não conseguir conjugar verbos devidamente ou deixar de gaguejar sempre que tem os meios de comunicação à sua frente. Ok, não ter capacidade de comunicação não tem que ser forçosamente o mais relevante embora seja um aspecto crucial de alguém que se designa por político e a senhora já tem idade para ao longo da sua carreira ter vindo a desenvolver estes aspectos da sua conduta que não eram tão favorecidos, uma vez que sempre foi alguém com pretensões para tal. A mulher nunca comenta. Todos os dias quando ouvimos as notícias ouvimos sempre dizer que Manuela “não comenta” alguma coisa que esteja na ordem do dia. Ferreira Leite não comenta programa eleitoral socialista. Manuela Ferreira Leite não comenta caso das escutas. Manuela Ferreira Leite não comenta alegada compra de votos do PSD. Manuela Ferreira Leite não comenta «assuntos particulares» da Presidência da República. Alguém consegue mesmo saber o que raio é que esta mulher pensa sobre coisa alguma? O que eu acho realmente impressionante é que durante os debates políticos televisivos uma coisa ficou explícita: a imprensa vota PSD. Recordo-me de assistir ao debate Ferreira Leite/Louçã. Louçã com toda a força argumentativa que a lógica lhe cede na defesa das políticas de esquerda, que são, naturalmente, compreensíveis por todos e mesmo a força persuasiva que tem quem idealiza sem nunca ter tido que cumprir nada, fez um K.O. argumentativo brutal à senhora que mais não conseguia do que chegar, inclusivamente, a concordar com parte da campanha política que Louçã estava a desenvolver...para o BE, não para o PSD. O que é realmente impressionante nisto tudo? Ver que apesar do debate se ter todo centralizado essencialmente em política económica, de uma maneira geral os jornais vão colocar um título na notícia como “Ferreira Leite defende a família” referindo-se àqueles 15 segundos em que Louçã dizia defender o casamento homossexual (uma questão de valor que, diga-se, acaba por ser secundária face aos verdadeiros problemas políticos do país, mas enfim). Mais do que isso, os jornalistas criam as posições e os argumentos da Ferreira Leite que ela não soube sequer transmitir, ocultando completamente todo o discurso altamente persuasivo do Louçã. Depois no dia a seguir no Opinião Pública ainda vemos pessoas que dizem que Louçã seria o próximo Kim Jung Il caso pudesse... bem, não o dizem assim porque provavelmente não sabem o nome do líder Norte Coreano, mas basicamente dizem que qualquer PM à esquerda do PS tornaria Portugal numa ditadura militar comunista. Interessante.
Bem, mas então como é que os jornalistas sabem quais são as posições da MFL mesmo quando ela não as conseguiu expressar por muito que tivesse tentado? Ah, talvez tenham lindo o mini-programa eleitoral, o programa de bolso que cabe numa página A4 e que tem como premissa “Ah... nós não vamos poder fazer muito, aguentem-se”. Aguentem-se enquanto somos fábricas para a Europa, aguentem-se que é assim que se criam países ricos... no resto da Europa..., aguentem-se porque é assim que nós somos, pequeninos e insignificantes e a resignação é o primeiro passo para a aceitação. Quando tenta vir com uma nova ideia brilhante de campanha consulta algum assessor que lhe diz para murmurar palavras como “asfixia democrática” ou “isto, sim, na Madeira, é que é uma democracia como deve ser” ou então dentro desta temática o facto de ela ter afastado da sua hipotética elaboração de governo nomes como Pedro Paços Coelho ainda que em termos de número do partido e qualificações fosse prioritário. Para além dos fabulosos slogans nos quais ela não vai hipotecar Portugal. Aos espanhóis? Já percebemos que não gosta de espanhóis e que como diria o Pacheco Pereira ela tem liberdade para o dizer em pleno debate televisivo de uma forma altamente xenófoba, da mesma maneira que o PNR tem direito a ter panfletos que dizem “A coisa está a ficar preta”. Ainda assim, nos slogans de panfleto de campanha acho que ela tem muito mais frases do que aquelas que são realmente passíveis de se ouvir. Enfim, uma campanha absurda que leva qualquer português saudável a não votar PSD a menos que esse português seja, talvez, um professor.
Qualquer outra questão? Não sei, não comento.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Resenha de cinema: Inglorious Basterds

Baseado na obra italiana de 1978 de Enzo G. Castellari, Inglorious Basterds traduzido por “Sacanas sem Lei” é uma ode de vingança passada na Europa. Saltando a sinopse, deixo apenas uma apreciação.



Num ambiente glamoroso de Segunda Guerra Mundial onde a violência se assimila com os mais intensos jogos psicológicos, Tarantino traz-nos a sua mais recente peça de arte. É coerente acrescentar um filme de guerra à sua cinematografia e no entanto, há um claro travo de ousadia. Reinventar a guerra remexendo em assuntos como a Alemanha Nazi e o Terceiro Reich é algo delicado e no entanto foi feito com mestria e sem medo. Depois da inconsequência que foi Death Proof na cinematografia do realizador, Inglorious Basterds é um filme que revela crescimento e coerência temática na jornada que é a procura “ingloriosa” da vingança. E porque falo em 'crescimento' ou amadurecimento? Porque há uma dedicação ao diálogo, característica, à lá Pulp Fiction mas agora a segmentação, ainda que evidente, tem uma finalidade própria, já não há espaços vazios de reflexões contemporâneas e triviais largadas a flutuar no plano da acção. Esta fórmula teve o seu impacto mas não poderia repetir-se de obra para obra. As personagens são construídas de forma deliciosa, com tanto de tipificação e estereótipo como de densidade psicológica.
Algo que acho curioso é ler várias reviews que apontam Brad Pitt como tendo uma das suas piores actuações de sempre. Motivos? Dizem que tem uma representação quase caricatural. Mas vamos lá ver... não é mesmo assim que são desenhadas as personagens de Tarantino? Como se em linguagem de manga de um Shonen se tratasse com todas as personagens cliché que a isso se tem direito quando se consome algo do género? Pois é, eu acho que quem não aprecia a tipificação das personagens não deve apreciar Tarantino de uma maneira geral...Para além do Brad Pitt e do seu bando de 'basterds' destaque para a fabulosa actuação de Christoph Waltz como coronel Nazi de temperamento intelectual e romântico e perigosa mente estratega. O paralelismo guerra/cinema, o ambiente multi-linguístico fazem do filme uma obra de arte requintada para apreciadores do género. Ingredientes típicos? Claro que sim, humor, violência gráfica (com um final que é uma espécie de sobremesa calórica), manta de retalho de diálogos, a violência estética e um tratamento de western. Uma vingança tenebrosa onde quem vence não deixa de demonstrar um lado psicótico.

Caloiro! Olhar para o chão!

Vou deixar aqui o texto que escrevi para um grupo de intervenção cá da universidade. Porque por vezes é preciso algum panfeltismo. Enjoy!

«Já me aconteceu pôr umas quantas caloiras a chorar.» dizia um senhor 'doutor' que ainda não era licenciado a quem tratavam pela estranha nomenclatura religiosa de 'cardeal'. Estava numa reunião de comissão de praxe e as façanhas levadas a cabo por este estudante que há mais de 8 anos tentava licenciar-se em direito eram apreciadas e admiradas pelos alunos de um futuro terceiro ano que iam iniciar-se nas tarefas da praxe e recebiam instruções para tal. «Fazia-lhes praxe psicológica, contava piadas mas depois não as deixava rir» dizia o 'cardeal' com um ar profundo e experiente. E continuava com os seus feitos: «...e fiz uma aula fantasma em que fui tão lixado com umas alunas que elas desataram a chorar».


Assim tentava eu compreender os contornos desta tão proclamada 'tradição académica' que tanta gente faz questão de manter como se, afinal, o papel da juventude fosse 'manter as tradições', também podíamos manter aquela tradição da idade média de matar os ladrões à pedrada, já agora?

Mas os fatos são bonitos, confesso, ficam estéticos e dão aos rapazes um ar romântico. Claro que o romantismo se perde quando pedem aos seus “súbditos” que entoem algum tipo de cântico de teor obsceno, mas isso já serão segundas considerações...

A universidade é na sociedade um antro máximo de conhecimento e encontra-se no fim da escala evolutiva do percurso escolar. Seria de se esperar que este estatuto facultasse alguma responsabilidade que ultrapassasse um mero comportamento animalesco de teor hierárquico com nuances militares?

Bem, mas também estou a ser uma exagerada, não é verdade? Afinal, «só vai quem quer» mas continuam que «caso não vás, podem acontecer-te inúmeras situações de exclusão: não entras no bar universitário, não participas em coisas relacionadas com a academia...», há quem chegue a dizer que não entras no enterro da gata, etc. Ou seja, primeiro temos uma falsa brisa de liberdade e carácter facultativo que vem logo depois ser contrariada por uma completa ameaça que, para um miúdo ou miúda vindos do secundário meio perdidos com o tempo e o espaço, até pode ser tomada a sério. Pode ser tomada a sério caso o pobre pupilo não se recorde naquele instante que vive num Estado de Lei e que ninguém o pode, de facto, impedir de fazer seja o que for que condicione a sua liberdade enquanto cidadão. Claro que os jogos de intimidação colectiva e ostentação de poder pelo qual muitos dos alunos que decidem não participar na praxe são forçados a passar é uma opressão aberrante que só realça os piores aspectos desta suposta forma de integração.

Sim, porque «a praxe integra» quando não se tem maturidade para interagir fora de um esquema pré-definido que passa pela humilhação dos recém-chegados e a integração em códigos específicos e restritos do grupo, sujeitando-se a fazer tudo o que não vai e o que vai contra a sua própria natureza individual. Assim, os recém chegados estudantes que pensavam que se estavam apenas a inscrever num curso universitário descobrem que entraram também para um sistema alternativo de comportamento social.

Como posso ler num panfleto de um grupo de alunos da Universidade do Porto que se preocupam há mais tempo com estas questões: “Na realidade, existem mecanismos de coacção que, embora subtis, são suficientemente eficazes para que @s alun@s do primeiro ano se sintam “obrigad@s” a participar nos rituais praxistas. Ao mesmo tempo que @s praxistas afirmam que tod@s são livres de ir ou não à praxe, ameaçam quem quiser optar por não ir com a ostracização e a segregação académica. A escolha coloca-se assim entre ir à praxe e ser “da malta” ou não ir e ser “anti-praxe”, como se entre o preto e o branco não existisse uma infinidade de cores. A confusão afectiva d@s nov@s alun@s serve o mesmo objectivo, havendo uma oscilação constante entre momentos de camaradagem (nomeadamente nas festas) e de humilhação. Por outro lado, quando algum/a alun@ do primeiro ano mostra vontade de sair da praxe,@s que outrora @ humilharam transformam-se subitamente em seus/suas amig@s, situação que se reverterá num futuro próximo.” escrevem os antípodas (http://www.antipodas.web.pt/ )

O imperativismo social é um aspecto sociológico presente em vários aspectos da nossa sociedade e acredito que a praxe seja apenas um deles, fazendo-nos muitas vezes seguir tendências por questões de mimetismo. Os mitos da ‘exclusão’ são autênticas balelas e só te cabe a ti gerir os teus relacionamentos da forma que bem o entenderes. Mas uma coisa é certa, se há pessoas que deixam de se relacionar contigo por tomares as tuas próprias decisões, será que são mesmo pessoas com quem valha a pena relacionares-te ou até no fundo isto será um filtro que te poderá dar a conhecer o carácter das pessoas à partida?


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pedro e Inês no Japão

"Inês de Castro" Adaptada ao Teatro Tradicional Japonês A história de "Inês de Castro" foi adaptada ao cânones de um tipo original de teatro japonês pela companhia teatral "Takarazuka Musical" (que conta com um elenco totalmente feminino) e subirá à cena no Big Hall do "Nihon Seinen Kaikan" (mapa abaixo), entre 30 de Outubro e 5 de Novembro, com o patrocínio da Embaixada de Portugal/Instituto Camões. Os bilhetes serão postos à venda no dia 27 de Setembro através dos sistemas Ticket Pia (http://pia.jp/t/, P Code 390651), CN PlayGuide (http://www.cnplayguide.com/), Lawson Ticket (http://l-tike.com/, L Code 39663) e Eplus (http://eplus.jp/), bem como no próprio Teatro.


Não sei porquê más há qualquer coisa que me fascina no Pedro e Inês japoneses...

New favorite quote

"I am being dragged into the 21st century, with its meaningless logos and ironic veneration of tyrants." by Mark (4th season of Peep Show) :D

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Au Revoir Simone & Arctic Monkeys

@http://www.fnac.pt/


Erika, Annie e Heather, as Au Revoir Simone, que actuam dia 5 de Outubro na Aula Magna em apresentação do terceiro disco de originais, "Still Night, Still Light". Com uma conjugação única de electrónica, indie e pop, complementada com vozes angelicais, as Au Revoir Simone granjearam desde o início o reconhecimento do público e da crítica, onde se incluem alguns ilustres como David Lynch. Sad Song




Os ingleses que tomaram o mundo de assalto em 2006 com o álbum de estreia, “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”, vêm agora apresentar o terceiro longa-duração, “Humbug”, editado hoje (24 de Agosto). A produção do álbum ficou a cargo de Josh Homme (Queens of the Stone Age) e James Ford (Simian Mobile Disco), e conta com a colaboração de Alison Mosshart dos Kills.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Loch Ness

Is the Loch Ness monster on Google Earth?

The books I ordered!



"Only You Can Save Mankind", "Johnny and the Dead", "Johnny and the Bomb"

Twelve-year-old Johnny receives a pirate edition of the new video game Only You Can Save Mankind from his friend Wobbler. However, he hasn't been playing for long when the ScreeWee Empire surrenders to him. After accepting the surrender he finds himself inside the game in his dreams, where he must deal with the suspicious Gunnery Officer as well as the understanding Captain, and work out exactly what they're all supposed to do now.

This might all be the result of an over-active imagination except that the ScreeWee have disappeared altogether from everyone else's copy of the game. With the help of another player, Kirsty, who calls herself "Sigourney" (as in Weaver), Johnny must try to get the ScreeWee home.




Terry Pratchett sold his first story when he was thirteen, which earned him enough money to buy a second-hand typewriter. His first novel, a humorous fantasy entitled The Carpet People, appeared in 1971 from the publisher Colin Smythe. Terry worked for many years as a journalist and press officer, writing in his spare time and publishing a number of novels, including his first Discworld novel, The Color of Magic, in 1983. In 1987 he turned to writing full time, and has not looked back since. To date there are a total of 36 books in the Discworld series, of which four (so far) are written for children. The first of these, The Amazing Maurice and His Educated Rodents, won the Carnegie Medal. A non-Discworld book, Good Omens, his 1990 collaboration with Neil Gaiman, has been a longtime bestseller, and was reissued in hardcover by William Morrow in early 2006 (it is also available as a mass market paperback (Harper Torch, 2006) and trade paperback (Harper Paperbacks, 2006). Terry's latest book, Making Money, was published in September 2007 and was an instant New York Times and London Times bestseller. In 2008, Harper Children's will publish Terry's new standalone non-Discworld YA novel, Nation.
Regarded as one of the most significant contemporary English-language satirists, Pratchett has won numerous literary awards, was named an Officer of the British Empire “for services to literature” in 1998, and has received four honorary doctorates from the Universities of Warwick, Portsmouth, Bath, and Bristol. His acclaimed novels have sold more than 45 million copies (give or take a few) and have been translated into 33 languages.
Terry Pratchett lives in England with his family, and spends too much time at his word processor.



http://www.terrypratchettbooks.com/

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Books books books!



Free delivery worldwide on all books from The Book Depository !!! :D~~~~

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

The Wombats




Se isto não é uma das coisas mais sublimes e maravilhosas dos últimos tempos estou com graves problemas de percepção...mas como a minha percepção até anda bastante bem..... hum...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

E eu até vou votar neles...

... mas era desnecessário fazerem-me parecer uma criança de 5 anos!

http://www.bloco.org/media/noticias_fantastico.pdf

sábado, 8 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quanto mais me bates mais eu gosto de ti



Nodame Cantabile のだめカンタービレ é um anime que ando a ver, é sobre um jovem prodígio da música clássica, Shinichi Chiaki e a sua louca admiradora Megumi Noda. O anime é divertidíssimo... mas, é incrível a imagem que criam dos ocidentais que lá aparecem!!! Sempre que aparece um instructor vindo da Europa o homem é sempre louco, mal educado e ultra tarado sexual e o rapaz fabuloso Chiaki para ter uma atitude absolutamente "cool" e "sugoi" diz coisas como 'volta para a tua terra'. Será que é isso? É este caracter impenetrável e inalcancável nos japoneses que nos deixa tão fascinados? Como é possível?! Ai os velhotes ocidentais é que querem ver as cuecas das schoolgirl- típica tara japonesa, diga-se de passagem ?! tsc tsc




Os chineses estão sempre mortos por ter amigos ocidentais (é chique e moderno, pagam-nos para estarmos de pé parados em eventos... - é verídico --;) e tudo o que fazemos é cuspir-lhes na cara e dizer para pararem de comer insectos e matarem tibetanos... mas os japoneses que nos odeiam, não, esses, nós idolatramos! Criamos comunidades de amantes do país com mil uma ramificações, lutamos uns com os outros para ver quem é que sabe mais sobre o Japão... Já nada faz sentido!! ;__; dooshite?!?

Ah e o anime também tem um dorama... coisa que, obviamente, vou ver ^.^; (lá porque retratam pessoas da mesma etnia que eu como anormais...ah... who cares?!)

domingo, 2 de agosto de 2009

Absent Elk

Absent Elk – Poker Face (Lady Gaga Cover)

Será que é desta?



Finalmente uma boa adaptação de O Retrato de Dorian Gray? Ben Barnes é moreno, não loiro. Mas fica perdoado se a interpretação for boa. Vamos aguardar.

O trailer já anda por aí.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

南京南京 Nanjing Nanjing by Lu Chuan

A melhor abordagem que já vi ao massacre de Nanjing feito por chineses. Aplausos!


sábado, 9 de maio de 2009

Red Cliff 赤壁


Aparentemente não há nada de errado com este filme. Toda a gente sabe quem foi Cao Cao, que governou parte do território chinês durante a dinastia Han, durante um período de particular divisão que ficou conhecido como Período dos Três Reinos e que este homem, o tal Cao Cao, governava a parte da China na altura denominada de Wei também conhecida por Cao Wei曹魏 e que ele é globalmente conhecido pelos chineses como alguém de particular crueldade, tipo um demónio (até existe a expressão em chinês ‘A falar no Diabo e o Diabo a aparecer’ em chinês fica ‘说曹操,曹操到了” que é substituir o nome de Diabo por Cao Cao), por outro lado, o seu génio na estratégia militar é altamente reverenciado. The Battle of Red Cliff, 赤壁之战, trata da altura durante a qual os outros dois reinos Shu蜀e Wu 吴, liderados por Liu Bei e Sun Quan se uniram para tentar derrubar o Cao Cao. O filme não tem uma total fidelidade histórica, ele é mais fiel à adaptação de uma passagem do romance dos Três Reinos escrito no século XIV, que conta a história de forma épica.

Não, na realidade, ninguém sabe de nada disto e não são os 10 segundos de breve explicação a nível de legendas que fazem as pessoas perceberem seja o que for de história da China quando nunca contactaram com ela. Ou seja, é normal que estes filmes históricos sejam confusos de se perceber aos olhos ocidentais e não tenhamos a falsa pretensão de que entendemos tudo. Eu sei, pois, eu tenho uma licenciatura na área! Ei, mas isto não significa nada, pois é, ups… Mas isso seria outro tópico. Continuando, como qualquer ultra produção chinesa dos últimos tempos, um filme que privilegia a fotografia de génio e um orçamento sumptuoso que possibilita a utilização de recursos de realização muito bons, sobretudo no que toca às coreografias bélicas, não pode fazer de uma produção destas um mau filme. No entanto, voltamos sempre às mesmas questões, a estética altamente cuidada que repetida depois do Zhang Yimou, do Ang Lee, etc, agora é a vez de John Woo e já se começam a criar lugares comuns que originalmente eram toques de génio. A mistificação de personagens históricas como semi-deuses; as cenas de sexo exótico de mística asiática que envolvem sempre o Tony Leung - ok, eu compreendo que ele tenha adquirido aquele charme dos filmes de Wong Kar Wai que o perpetuaram como o homem que continua sensual com o passar dos tempos, mas vá, já que as cenas são tão parecidas, pelo menos variemos os actores. Tudo isso são exemplos de coisas que com a repetição se tornam banalidades, o que é uma pena. Comercializarem o filme em mandarim também me perturba um bocado, ainda que sejam os próprios actores a dobrarem-se a si mesmos.
É um bom filme sim para quem gosta de Épico chinês mas não me parece necessário haver tanta frustração pelo facto do filme sair para a Europa apenas numa só edição (e não nas duas originais do realizador) até porque uma versão mais sucinta serve. Embora se fosse eu nesse lugar ficasse frustradíssima e tentasse ver o original,mas pronto, eu gosto de falar por falar… :)

Just Dance

Is it strange when a music reminds me the past, even if this past was like, four months ago?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Obras de arte

Beijing Bicycle 十七岁的单车
by 王小帥






terça-feira, 5 de maio de 2009

Casamentos na China 结婚证

Cartão de identidade de casamento.
Porque casar é importante!

sábado, 2 de maio de 2009

Civismo

"Não há nada de mais relevante para fazer. Todos os dias acabamos por nos questionar que tipo de vida podemos levar estando num sítio ou noutro do mundo e quando nada parece ter limites, o sonho é tingido por uma espécie de pragmatismo ridículo. “Quanto mais discrepância social melhor”, pensamos. Porque já não há limites. Não há limites emocionais, não há geográficos, não há culturais. Não há mitos, não há medos. Talvez nunca nos atrevêssemos a ir para a Coreia do Norte, dizes, a rir. Onde está a nossa posição? Onde está a nossa dignidade.
Pela quinquagésima vez na mesma semana uma pessoa tenta meter-se à minha frente na mesma fila no mesmo restaurante. Um daqueles aos quais pelo menos 70% não pode aceder mas que nós consideramos barato e nem sequer somos pessoas com muito dinheiro. Quero dizer, eu não quero voltar a bater na mesma tecla. Claro que fico irritada, como assim não fico irritada? É a quinquagésima vez que me tentam passar à frente na mesma fila e eu já revi mentalmente as palavras que tenho que dizer caso esta pessoa se atreva a empurrar-me, já revi os tons e vou berrar e vou berrar muito se se atrever a passar à minha frente. E penso claro, são tão egoístas, como algum dia evoluir para algum tipo de civismo? Não se repreendem mutuamente quando mutuamente se passam à frente uns dos outros na fila, não repreendem a falta de civismo porque na próxima oportunidade eles próprios não terão civismo e sabem-no e porque repreender é aceitar um compromisso demasiado forte. E penso, há tanto tempo que já estou cá, há tanto tempo que estudo esta língua monossilábica recheada de homofonias e intersecções musicais e trabalho tanto com outras línguas que não a minha, que me esqueço, esqueço-me profundamente, como se escreve esta palavra?
E quando estudo e quando o meu estudo intersecta os sentidos mais ou menos profundos, mais ou menos específicos das necessidades de cada pessoa em cada lugar no mundo e suas ramificações, lembro-me dos que fizeram os esforços de aproximação cultural em nome da divulgação de uma salvação divina e que descobriram a profunda compreensão do outro pela renegação de si próprio e que não foi muito conveniente.
E penso em mim, quero eu salvar alguém ou alguma coisa ou também eu só me restrinjo ao meu sentimento egoísta de compreensão temporária de uma realidade que me entretém e me faz enriquecer a nível emotivo, como se o saber fosse uma colecção de coisas que uma vez adquiridas ficam expostas na estante da minha aura de pessoa culta e informada com currículo à espera de competir com a requerida violência nos mercados modernos da supremacia. Quem é mais ou menos egoísta para poder julgar? Pela quinquagésima vez na mesma fila do mesmo restaurante barato que afinal é caro sinto-me igualmente furiosa e igualmente superior e igualmente egoísta, como qualquer outra pessoa que se julga maior o suficiente para reclamar por civismo."