sábado, 31 de maio de 2008

Kagrra

キングレコード移籍第一弾ニューアルバムCore【CD+DVD】発売日:2008/01/09 品番:KICS-91348価格:¥3,780(Tax-in)CD収録曲1.彩の讃歌 (いろどりのさんか)2.雨情 (うじょう)3.四月一日 (しがつついたち)4.斬帝 (ギルティー)5.忘却の果ての凍えた孤独6.賽 (さい)7.風の記憶 (かぜのきおく)8.神風 (かみかぜ)9.雪恋詩 (ゆきこいうた)10.新・百鬼夜行 (しん・ひゃっきやこう)


Porque é que vão fazer tour pela Europa nesta altura???

* tour no site oficial *

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Vagabond Opera

Fui convidada pelo meu querido Duarte para ir ver os americanos Vagabond Opera no teatro circo ontem à noite.

Valeu realmente a pena o momento de excelente actuação musical. O ambiente dos cabaret europeus, a america vintage e a ópera neo-clássica.
Como eles se descreveriam "Paris hot Jazz, gut bucket swing, Tangos, Ukrainian folk-punk ballads, Klezmer and vigorous originals meet a world of riverboat gambling queens, Turkish belly dancers, and the enigmatic Marlene Dietrich. Weaving elements of Kurt Weil, Duke Ellington and Edith Piaf with absurdist flair, theatrics and an old world mood, Vagabond Opera presents the new wave of opera--lusty (trained) voices singing in 11 languages and presenting a cabaret of rich musical phrasing, sparkling lyrics and indomitable stage presence, all played with exuberance, skill and a gritty Vagabond edge. "

Eles vão fazer mais actuações distribuindo mais ambiente boémio pelo país, aqui fica a info:

Feb 29 2008
8:00P
Cine-Teatro
Estarreja
Mar 1 2008
10:00P
PORTUGAL, Centro de arts do espectaculo de Portalegre
Portalegre
Mar 7 2008
10:00P
PORTUGAL, Centro de Artes e do espectaculo da figueira da foz
Figueira
Mar 8 2008
10:00P
PORTUGAL, Teatro de Vila Real
Villa Real


Site oficial

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

The world's best bookshops

1) Boekhandel Selexyz Dominicanen in Maastricht



2) El Ateneo in Buenos Aires



3) Livraria Lello in Porto


http://books.guardian.co.uk/shoptalk/story/0,,2239172,00.html

sábado, 23 de fevereiro de 2008

DILM

Universidade do Minho comemora o Dia Internacional da Língua Materna .

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Naomi de Junichiro Tanizaki

Persepolis

Site oficial

Uma forma de fazer animação profundamente original, uma narrativa belissima que projecta a nível pessoal os problemas sociais. Marjane é uma iraniana extremamente peculiar e uma personagem muito bem conseguida cujo espírito crítico a leva a questionar o mundo que a envolve. Mas não é um manifesto anti-irão pois não se limita a apresentar perspectivas lineares sobre o mundo contemporâneo. Marjane acaba por odiar tanto o seu país de origem como o dia-a-dia do mundo dito ocidental.
Persépolis é um filme que se destaca pelas temáticas desconfortáveis que aborda de uma forma quase leve e graciosa e que merece mais atenção da parte do público português.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Férias pós-testes

As férias são fantásticas para não fazer nada para além de ler (ando a ler Ueda Akinari - graças ao Duarte - e Junichiro Tanizaki) e comprar novos livros nas feiras do livro e praticar viet à vontade (agora com a nova técnica das super-bolas-coloridas) e caminhar durante horas pela cidade.

E agora, na rúbrica "apontamentos pessoais", aqui fica:

Foto da sala de treino de VVD da Uminho

Nova vaga de humor

Tudo a comprar este DVD e a apoiar o grande trabalho humorístico destes senhores, já!!!! :)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

Bem, depois de mais um dia a aperceber-me que nesta maravilhosa licenciatura em estudos orientais a imbecilidade compensa, estava mesmo a precisar de relaxar um bocadinho.

E que melhor relaxamento do que ir ao cinema ver um filme de que eu já estava há tanto à espera (mas que só ontem estreou em Braga com meia dúzia de gatos pingados), o novo do dueto Tim Burton e Johnny Deep: Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet
Street. Helena Bonham Carter e Alan Rickman também fazem parte da composição de génio do elenco.


É um filme essencialmente contemplativo de se ficar babado (babada) de início ao fim com o charme irresistível do assassino. A recriação dos ambientes é profundamente envolvente e eu chego mesmo a ter a sensação que vi em Londres o terrível Benjamim Barker a olhar para mim do topo do seu sotão enquanto a Mrs. Lovett vendia as suas empadas suculentas.
A história do barbeiro assassíno já é antiga e já foi muitas vezes representada em palco. Assemelha-se a um mito género Jack, o estripador. Podem ler a obra original aqui.

Photobucket

Um dos momentos de maior deleite visual para mim foi a visualização dos anseios da Mrs. Lovett aquando dos seus passeios felizes pela praia com o seu amado Mr. Todd. Queria uma dessas imagens para pôr como bacground do PC mas ainda é demasiado cedo para conseguir esse material.

Photobucket

Uma comédia negra e amoral onde a música tem um efeito que se assemelha à ópera - o reflexo emotivo intrínseco das personagens.

Um filme que já valeu um globo de ouro a Tim Burton (melhor músical) e a Johnny Deep (melhor actor).

Site Oficial

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

曹方



城市稻草人

一个梦境的周围
散落花瓣十六枚
手指一碰它就没
两棵榕树的范围
那游戏叫做“喂喂”
天都黑了不会累

我爱清晨黄昏
也爱秋天的枯萎
化作一片黄昏
在城市眺望田野的稻草人

就算张嘴也喊不出多美
全在心里指不出你是谁
也许帽檐遮住一些方位
眼底世界只有四十五度

就算张嘴也喊不出多美
所有言语表达多会作废
爱情早在回味里面变味
不要惊扰那梦你继续睡

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

E por falar de Chan-Wook Park com os discretos leitores do blog...

E ainda há pessoas que dizem que sabem o que é cinema de excelência sem nunca terem visto este filme. Ouve-se cada coisa hoje em dia!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

I'm a cyborg but that's ok


Cha Yeong-gun (Im), uma jovem mentalmente perturbada, é internada numa instituição psiquiátrica depois de uma aparente tentativa de suicídio. Yeong-gun recusa alimentos porque acredita ser uma ciborgue, capaz de se tornar uma máquina de morte (se, ao menos, conseguir recarregar as baterias) e de conversar com luzes fluorescentes e máquinas de café. Quando o tratamento psiquiátrico não produz resultados e o seu organismo rejeita a alimentação forçada, Park Il-sun (Jeong), um paciente que se afirma capaz de roubar traços de personalidade alheios, tenta convencê-la a comer, utilizando argumentos compatíveis com o seu estado metal.



Porquê? Porquê tantas apreciações fechadas em relação a este filme fantástico? Está bem, não se incide na temática negra e tétrica que mediatizou Chan-Wook Park como o realizador de excelência que é, mas é uma filme fabuloso a vários níveis. Quer dizer, tem uma composição aberta e abstracta que de resto parece ser tão bem aceite quando provém de directores que já têm o rótulo de avant-garde na testa, mas que é criticada quando provém de autores que parecem já ter dado o roteiro de leitura unilateral dos seus filmes. Mas isto aconteceu na triologia do desespero de Wook Park simplesmente porque ele é um realizador conceptual que seguiu uma linhagem quase clássica de tragédia em todos esses filmes, isso não significa que não seja passível de nos dar algo com outro tipo de pluralidade de hipóteses (não desmerecendo em nada triologia, longe de mim...). Acho ainda que os actores estão absolutamente fantásticos dentro do seu delírio interpretativo, tanto a incrível Su-jeong Lim como o poderosíssimo Park Il-sun (Bi Rain) melhor dirigido do que nunca. E já que estamos a falar do Bi Rain, deixo-vos com esta preciosidade do marketing coreano! (também é daquelas coisas que eu ia ter que pôr no blog mais cedo ou mais tarde...)



...안녕히 가세요!

sábado, 5 de janeiro de 2008

Selecção de 2007 IV

Embora tenha lido muitas coisas diferentes ao longo deste ano de vários géneros e feitios, julgo que o autor que me marcou mais foi sem dúvida este senhor, cujo melhor livro para mim já tem a sua crónica há algum tempo no Bungaku. Grande parte da obra só chegou cá com uns quê? 20 anos de atraso? Deixemos aos livros o carácter intemporal que inevitavelmente possuem.

Selecção de 2007 III



Enquanto "As Bandeiras dos Nossos Pais" partia da icónica imagem em que cinco "marines" erguem a bandeira dos EUA no Monte Suribachi, "As Cartas de Iwo Jima" mergulha no lado dos soldados japoneses. Contudo, o conceito do filme não se reduz à mera descrição da "outra parte", mas antes a um diálogo perspectivado. Sem dúvida um dos filmes de 2007.

Décadas depois da batalha, são desenterradas no local várias centenas de cartas que revelam facetas desconhecidas dos soldados que aí perderam a vida. Os japoneses estavam cientes que dificilmente sobreviveriam à batalha. Entre eles estavam Saigo, um padeiro que só queria conhecer a filha recém-nascida; um campeão Olímpico de hipismo conhecido em todo o mundo; um jovem ex-agente da Polícia Militar a quem a guerra ainda não roubou os ideais; e o tenente Ito, um militar que preferiria o suicídio à rendição.

A liderá-los, o general Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe) - as suas viagens pela América revelaram-lhe o quão vã é a guerra, mas também lhe deram a visão estratégica necessária para enfrentar a armada americana. Com poucos meios e poucos soldados, mas uma vontade indómita de vencer, o general tira partido das particularidades da ilha e consegue transformar aquilo que se previa como uma derrota rápida num combate heróico. Em Iwo Jima morreram quase sete mil soldados americanos e mais de 20 mil japoneses. Eastwood deixa-nos esta homenagem repartida em duas sagas de guerra que se reencontram numa só.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Selecção de 2007 II

Hard Fi - Once Upon a Time in the West

Ok, estes tipos são fabulosos e este álbum é muito bom. Um dos álbuns de 2007!




Selecção de 2007




Podia ser um dos melhores filmes de 2007, mas não sei se lhe atribuo essa classificação (maldito final!). Mesmo assim é um filme com detalhes de filmagem absolutamente deliciosos e com uma interpretação soberba do Will Smith que faz com que este filme valha a pena ser visto.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

What the fu ke?

Um blog de sátira com um humor absolutamente delirante sobre o universo contemporâneo de alguns países asiáticos (com especial incidência na China para fugir à regra do japonismo ou coreanismo) que, para lá do véu tradicionalista, escondem o que de mais kitsch e surreal pode haver. Uma preciosidade da blogosfera: http://www.whatthefuke.blogspot.com/

herdar o vazio


No nordeste dos Himalaias, numa casa isolada no sopé do monte Kanchenjunga, vive Jemubhai, um velho juiz amargurado e de mal com o mundo e com todos, que tudo o que quer é reformar-se e ficar na companhia da única criatura a quem é capaz de dar algum afecto, a sua cadela Mutt. No entanto, a chegada inesperada da neta órfã, Sai, abalará o seu sossego, obrigando-o a remexer as suas memórias e a repensar a sensação de estranheza na própria pátria.
Tudo isto se acentuará com o romance entre Sai e Gyan, um nepalês que se envolve numa revolta que alterará inquestionavelmente a vida de Jemubhai.
A serenidade da vida do juiz contrasta com a existência do filho do seu cozinheiro, Biju, que saltita sucessivamente de restaurante em restaurante, em Nova Iorque, à procura de emprego, numa fuga constante aos Serviços de Imigração. Julgando que o filho leva uma vida boa e que acabará por vir resgatá-lo, o cozinheiro vai arrastando os seus dias.
Numa escrita inesgotavelmente rica e complexa, com rasgos de exotismo, a autora retrata temas tão actuais como a globalização, o colonialismo, o racismo, o abismo entre pobres e ricos e a imigração.





Desai, nesta obra que ganha o Man Booker Prize deixa-nos uma escrita de manifesto, típica de alguma pretensão profética e apocalíptica que se atribui correntemente aos autores que surgem numa escrita de envolvimento pós-colonialista e globalizante.

Fala-nos da pobreza da Índia contemporânea e do Império Britânico: a fleuma, os hábitos, a herança duma população colonizada pela aristocracia e funcionalismo britânicos, que, tendo adaptado a luminosidade e o requinte dos modos europeus à mesa e na educação, resvala num barril de pólvora que explode no ódio de Gyan por Sai (depois da paixão cega porque anterior à revelação da extrema injustiça social) e tudo o que esta representa: a indiana colonizadora do Nepal, digna de desprezo, por ser, ela própria, fruto duma sociedade indiana colonizada e pervertida à superioridade britânica.

Através de relatos bastante próximos de um conceito realista (tanto na tentativa de reprodução mimética como de focalização temática - das quais a história do juiz é provavelmente a mais envolvente) é tecida uma manta de retalhos que explica a história da colonização como um jogo de causa e consequência na qual a arte não encontra curas imediatas para soluções essencialmente políticas mas na qual declara e reflecte a condição histórica e temporal e geopolítica espelhada nas vidas singulares das suas personagens.


Referência:
DESAI, Kiran, A Herança do Vazio. Porto: Porto Editora, 1.ª edição, Fevereiro de 2007, 414 pp. (tradução de Vera Falcão Martins; obra original: The Inheritance of Loss, 2006).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

我们来自地下

Se há alguma coisa que tenho que fazer quando estiver na China é ver um concerto destes sujeitos (ok, e depois a grande muralha, vá ...).


Ouvir

Deixo a letra porque é absolutamente deliciosa e, enfim, também não vejo as outras pessoas a traduzirem as letras que colocam em inglês, então...desfrutem...

机器 在这《新世纪》来临之前,我们知道一切终将改变。没有人能阻拦我们,没有人可以烧毁这《宣言》。这一天我们知道即将出现,在这充满《阴影》的生命里面。一切都将伴随它诞生,所有的过去都将《推动我》向前。《我们来自地下》,我们的力量就是这么的新鲜,我们来自地下,我们的愤怒足以毁掉这一切,我们来自地下,我们的声音就是这么的真实,我们来自地下,我们的态度将决不改变!快忘掉你那自私的《本能》,这样的《TV秀》我们已经厌倦。我们需要大家《全体出动》,一起跨越这《界线》的边缘。谁再敢说我们没有希望,谁在整天幻想着明天,现在我们就站在你的面前,《扭曲机器》带你操翻这世界!!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Lust, Caution



Porque é que Tony Leung é um perigo de luxúria? Porque ele é simplesmente um actor brilhante e um dos homens mais sensuais do mundo (pronto, eu tinha de escrever isto mais cedo ou mais tarde). Escrevo sobre o mais recente filme de Ang Lee que ainda não chegou a Portugal mas que não consegui esperar para ver. Trata-se de um thriller de espionagem que se passa em Shangai durante a Segunda Guerra Mundial e que retrata as vivências de um grupo de actores de intervenção que decidem deixar o palco de tábuas para representar num palco mais autêntico com repercurões reais no destino do país. É nessa situação que Wong Chia Chi (Wei Tang, uma actriz a estrear-se em grande) tem o papel de seduzir o todo poderoso Mr. Yee (Tonny Leung ou, para ser mais correcta, 梁朝偉; pinyin: Liáng Cháowěi). Como o nome indica, é um filme com bastante sensualidade (que aliás esteve envolvido em polémicas sobre o facto de se suspeitar que os actores tiveram sexo real) e eu recomendo vivamente o download das cenas "censuradas", nas quais as cenas de sexo são mais explícitas, isto porque elas são um aspecto central absolutamente fundamental na compreensão e na absorção da profundidade do filme. Acho que houve até uma polémica excessiva ao ponto de ter amigos chineses que pensam que este filme é meramente pornográfico. Escusado será dizer que isso é completamente descabido. Leung tem um papel mais extremo do que aqueles em que estamos habituados a ver - o romântico deambulante do cinema de Wong Kar Wai e é precisamente por isso que demonstra uma tremenda capacidade de metamorfose.

Enfim, é um filme que vale a pena desde os elegantes exercícios de estilo de uma Hong Kong colonizada, às tentativas de demonstração da superioridade intelectual da China ao estudarem a língua dos inimigos, nomeadamente o japonês, tudo isso incorporado num estilo de vida progressivamente urbano e complexo. Recomendo!

domingo, 2 de dezembro de 2007

E se não fosse eu, não sei o que seria do estado da música portuguesa que tenta introduzir conceitos japoneses nas suas letras....

De: ary@blastedmechanism.com
Ary
Enviado:
sábado, 1 de dezembro de 2007 20:54:35
Para:
Sara F. Costa
Assunto:
Re: Números em Japonês


oi sara
obrigado pela correcção e pelo apoio
sempre juntos


On 12 Nov 2007, at 00:32, Sara F. Costa wrote:
Viva!

Gostaria de informar que o número 6 em japonês se diz roKU e não roKO, como cantam na música.

Obrigada pela atenção e continuem com o bom trabalho cheio de criatividade!

Sara F. Costa

sábado, 22 de setembro de 2007

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Dali no Palácio do Freixo


É caso para dizer: tardou mas aconteceu. Depois de três anos a tentar, a Câmara do Porto conseguiu trazer para a cidade 285 peças de Salvador Dalí, entre desenhos, esculturas e quadros originais, propriedade da Fondazione Metropolitana de Milão.

Como diria Franco Monatli, reflectem um período de maturidade artística do artista situado entre os anos 1950 e 1970.

Aqui temos a oportunidade de ver algumas das obras mais significativas de Salvador Dali da Colecção Clot (obras originais certificadas).
Para além de algumas esculturas de uma fase inicial, a exposição percorre o trabalho de ilustrador do mestre do surrealismo, com destaque para a "Bíblia Sagrada", composta por 150 litografias, "Fausto" (12 litografias), "Gargantua e Pantagruel" (25 litografias) e "Tricórnio" (20 xilografias).


Mulher Nua Subindo a Escada, Cavalo com Jóquei Tropeçando, Homem sobre Golfinho, Perseo e Trajano a Cavalo, são algumas das esculturas monumentais que vão poder ser admiradas durante a mostra.
Dom Quixote Sentado, Elefante Cósmico, Gala Gradiva, Mercúrio, Divindade Mostruosa são títulos de outras esculturas que também estarão patentes na exposição.

Uma coisa particularmente engraçada são as xilografias de Dali (andar de baixo, primeira sala depois das escadas). Ele inspirou-se nas iluminuras medievais que normalmente vinham nos livros bíblicos, cheios de demónios e representações diabólicas, e deu-lhes um tom completamente depravado e obsceno reflectindo todas os seus delírios sexuais que, para mais, já são características dos surrealistas em geral (vá lá, não é preconceito... dissessem ao Breton para não ser como era e eu não os generalizava assim!). E apreciar as professoras de educação visual totalmente puritanas a olharem aquelas ilustrações procurando fazer o ar mais sério e intelectual que conseguirem é fabuloso. Claro que se não lhes dissessem que aquilo era de Dali era provável que ficassem chocadas... e na realidade Dali pretendeu o choque, não há porque reprimi-lo só porque se trata dele. Ele ficaria certamente desiludido ao ver como o seu trabalho se tornou tão decoroso e unanimemente admissível e tão pouco reactivo.

Nesta fase é ainda possível discernir uma influência em modo crescente de Gala.



Gala será para Dali o que foi Fornarina para Rafael ou a duquesa de Alba para Goya. A musa pressupõe essa exclusividade.O seu nome era Elena Dimitrievna Diakonova (1894-1982) e ela foi a musa por excelência do pintor surrealista. É esta a altura em que ele diz qualquer coisa do género “Gala trouxe-me, no verdadeiro sentido da palavra, a ordem que faltava à minha vida.Eu existia apenas num saco cheio de buracos, mole e delicado, sempre à procura de uma muleta. Ao juntar-me a Gala encontrei uma coluna vertebral e, ao fazer amor com ela, preenchi a minha pele. Ao assinar os meus quadros Gala-Dali não fiz mais do que dar um nome a uma verdade existencial, visto que sem o meu gémeo Gala não existiria de modo algum.”
Felizmente, acho que o compreendo. :)

A exposição pode ser vista de segunda a quinta-feira, das 10h00 às 22h00, e de sexta a domingo, das 10h00 às 00h00 até 4 de Novembro no Palácio do Freixo, que só por si é interessante visitar, já que foi totalmente reconstituido depois do incêndio. O Palácio do Freixo é uma construção do conhecido arquitecto barroco Nicolau Nasoni (o mesmo da torre dos Clérigos).
Os bilhetes custam 4 euros para o público em geral e 2 euros para clientes da Caixa Geral de Depósitos, pessoas com mais de 65 anos e estudantes. As crianças até aos 12 anos têm entrada gratuita.

domingo, 9 de setembro de 2007

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Hummmm..........

What type of musical elitist are you?



Your elitist claim to fame is that you prefer local or obscure bands that have yet to be discovered. You love to be the first person to introduce a new band to your friends. You frequent all the mom and pop record stores, read all the indie music publications, scour the internet and keep on top of all the latest. You generally dont respect what mainstream music has to offer, and thats why you like independent artists to work with smaller record labels so they have more creative control. You generally like bands with small fan bases, but you wouldnt abandon your favorite if they happen to make it big. You look to music to express your desire for social change. You like artists that write music about politics, relationships and our culture. Some important artists for you might be: Afghan Whigs, Radiohead, Wilco, Pavement and Liz Phair.
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